Engenheira eletricista: quando uma mulher se forma, muitas outras se fortalecem

Em uma turma com 12 formandos, Vitória Ferreira enfrentou a pandemia, rompeu barreiras e reforça, no Mês das Mulheres, que competência não tem gênero — bandeira fortalecida pelo CREA-PI

No Mês das Mulheres, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí celebra histórias que representam avanço e protagonismo feminino na engenharia. Entre elas, a da engenheira eletricista Vitória Ferreira, que concluiu a graduação sendo a única mulher em uma turma com 12 estudantes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

A turma, prevista para iniciar em agosto de 2020, teve o calendário impactado pela pandemia e começou efetivamente em agosto de 2021, após a adaptação ao formato remoto. Mesmo diante dos desafios, Vitória seguiu firme até a conquista do diploma — carregando não apenas a formação técnica, mas a responsabilidade simbólica de representar outras mulheres em um espaço historicamente masculino.

Turma de 12 formandos em Engenharia Elétrica pela UESPI. Foto: Arquivo pesssoal

Desafio que fortalece

Ser a única mulher da turma foi, segundo ela, um desafio e um privilégio. Ela destaca que existe uma responsabilidade silenciosa, a sensação de precisar provar competência o tempo todo. Participou ativamente das representatividades da turma, assumiu responsabilidades e esteve à frente de diálogos importantes.

Encontrei respeito e parceria, o que reforçou em mim a convicção de que competência não tem gênero.”

descreve, Vitória Ferreira – engenheira elétricista.

Inspirar para transformar

Para mulheres que sonham com a Engenharia Elétrica, a mensagem é clara:

Cada mulher que permanece na engenharia não conquista só um diploma, abre caminho para muitas outras.”

Afirma Vitória, em entrevista ao Portal CREA-PI.
Engenheira Vitória com os pais, Antonio Francisco da Silva e Antônia Adélia da Silva, e a irmã, Expedita Helena da Silva. Foto: Arquivo pessoal
Vitória Ferreita, com o seu filho. Foto: Arquivo pessoal.
Ao lado de sua companheira, Claudia, que apoiou, tornando mais leve cada desafio da maternidade e da jornada acadêmica. Foto: Arquivo Pessoal.

O papel do Conselho

Ao iniciar a vida profissional, Vitória destaca o papel do CREA-PI como suporte essencial.

Para a engenheira, saber que existe um Conselho que orienta, fiscaliza e representa a profissão traz segurança e senso de pertencimento.

Reconhece a importância do incentivo à presença feminina em espaços institucionais, comissões e lideranças, fortalecendo referências para que mais mulheres se sintam encorajadas a ocupar esses ambientes.

Fortalecimento da presença feminina

Em iniciativa inédita nos últimos anos, o Conselho nomeou mais quatro engenheiras para funções de inspetoria, com previsão de novas nomeações, ampliando a participação feminina em espaços estratégicos.

O Programa Mulher foi expandido para o interior do estado, fortalecendo a presença feminina em ambientes técnicos e de liderança.

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