Engenheiros e arquitetos da PMT aprovam o movimento “Liberação Zero”
Decisão foi tomada em assembleia no CREA-PI após perdas salariais acumuladas de 62%; categoria cobra abertura de negociação
Engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) aprovaram o movimento “Liberação Zero” após a gestão municipal não responder às reivindicações por recomposição salarial. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na semana passada, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI).
O movimento prevê a não liberação de projetos, pareceres e processos técnicos, o que pode impactar obras, serviços e programas da prefeitura, inclusive nas áreas de habitação popular e infraestrutura urbana.
Segundo o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Piauí (SENGE-PI), as perdas salariais acumuladas da categoria chegam a 62%. A entidade afirma que tenta abrir negociação com a prefeitura desde abril de 2025, sem retorno oficial.
De acordo com o sindicato, ofícios foram encaminhados à administração municipal em abril de 2025 e janeiro de 2026, mas não houve resposta. O presidente do SENGE-PI, Florentino Filho, afirma que a única audiência ocorreu em outubro de 2025, com o prefeito Sílvio Mendes.
Estamos às vésperas de uma nova data-base, em maio, e nenhuma resposta foi apresentada, nem sequer negativa”.
Presidente do senge-pi, florentino filho
A decisão será comunicada formalmente à gestão municipal. A expectativa da categoria é que a prefeitura retome o diálogo e apresente uma proposta de negociação.
Esse tipo de movimento já tem histórico em outras cidades brasileiras como forma de pressão por valorização e negociações — consistindo na paralisação da tramitação de documentos técnicos sem assinatura ou liberação formal.